O Grupo Safras sucumbiu à recuperação judicial. Acumulando uma dívida de R$ 2,2 bilhões, a cerealista de Mato Grosso entrou com o pedido de proteção judicial nesta sexta-feira.
A decisão do Grupo Safras de pedir recuperação judicial foi antecipada por The AgriBiz, em uma reportagem publicada em 12 de março.
Controlada por Dilceu Rossatto e Pedro Moraes Filho, a companhia não conseguiu estacar a sangria com as medidas de reestruturação anunciadas desde o ano passado.
Pelo contrário. A entrega de armazéns que estavam arrendados e a reintegração de posse de uma fábrica de biodiesel que a companha operava em Cuiabá só pioraram o quadro.
No mercado, há sérias dúvidas sobre a capacidade de recuperação do Grupo Safras. Sem confiança dos produtores rurais e com o crédito escasso, a companhia não terá dificuldade para tocar a operação de compra e armazenagem de grãos.
Entre os principais credores do Grupo Safras, estão Flowinvest, Banco do Brasil, Sicredi e Caixa Econômica Federal. No mercado de capitais, as gestoras Vectis e Itaú Asset estão expostas. As duas casas possuem o CRA da Copagri — comprada pelo Grupo Safras — no portfólio de seus Fiagros (VCRA11 e RURA11).
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Os escritórios Mubarak Advogados e Daniel Carnio Advogados representam a cerealista de Mato Grosso na recuperação judicial. O processo corre na comarca de Sinop.